sexta-feira, fevereiro 26, 2021
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Governo paulista anuncia início de vacinação a partir de 25 de janeiro

Primeira fase prioriza profissionais de saúde e pessoas com 60 anos ou mais; 4 milhões de doses serão reservadas a outros estados

O governador de São Paulo, João Doria, lançou nesta segunda-feira (7) o Plano Estadual de Imunização contra o coronavírus. A campanha vai começar no dia 25 de janeiro, com prioridade para profissionais de saúde, pessoas com 60 anos ou mais e grupos indígenas e quilombolas na primeira etapa. São Paulo também vai disponibilizar 4 milhões de doses da vacina do Instituto Butantan para outros estados.

A vacina será gratuita para todos no sistema público de saúde do estado de São Paulo”, afirmou o Governador. “Não estamos virando as costas para o Plano Nacional de Imunizações, mas precisamos ser mais ágeis e, por isso, estamos nos antecipando. Somos todos a favor da vida e de todas as vacinas”, acrescentou Doria.

Saiba mais: Teste de Covid-19 pela saliva desenvolvido na USP já está disponível

9 milhões de pessoas serão vacinadas

A previsão é que 9 milhões de pessoas sejam imunizadas na primeira etapa, com a aplicação de 18 milhões de doses. O público-alvo prioritário abrange trabalhadores na linha de frente de combate à COVID-19, indígenas e quilombolas e também a faixa etária com maior índice de letalidade por COVID-19 – 77% das mortes provocadas pelo coronavírus até agora são de pessoas com mais de 60 anos.

A campanha será coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde e implementada em parceria com as 645 prefeituras de São Paulo. O objetivo é dobrar o total de postos de vacinação dos atuais 5,2 mil para até 10 mil locais.

O Governo do Estado vai propor aos municípios a adoção de normas especiais para vacinação em farmácias, quartéis da Polícia Militar, escolas, terminais de ônibus e postos volantes em sistema drive-thru. O objetivo é garantir a segurança da população e evitar aglomerações nos locais de imunização.

Saiba mais: Plano do Governo de vacinação contra a Covid-19 prevê quatro fases

A estimativa é que o esquema de logística e segurança pública para o Plano Estadual de Imunização envolva cerca de 79 mil profissionais, com 54 mil trabalhadores do setor de saúde e 25 mil agentes de segurança, entre policiais militares e guardas civis municipais.

O cronograma estipula cinco etapas de vacinação a partir do início da campanha (confira as datas abaixo). Até o fim de março, o Governo de São Paulo estima que quase 20% dos 46 milhões de habitantes do estado estejam imunizados com duas doses da CoronaVac e conta com a rápida aprovação da vacina do Butantan pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Cronograma de vacinação:

A primeira fase será entre o dia 25 de janeiro até o dia 28 de março, com a duração de 9 semanas, e a quantidade de 18 milhões de doses da Vacina. Está primeira fase terá duas aplicações por pessoa, com intervalo de 21 dias entre a primeira e a segunda dose.

   Dose 1

  • 25/01 Profissionais da Saúde, indígenas e quilombolas
  • 08/02 Pessoas com 75 anos ou mais
  • 15/02 Pessoas com 70 a 74 anos
  • 22/02 Pessoas com 65 a 69 anos
  • 01/03 Pessoas com 60 a 64 anosDose 2
  • 15/02 Profissionais da Saúde, indígenas e quilombolas
  • 01/03 Pessoas com 75 anos ou mais
  • 08/03 Pessoas com 70 a 74 anos
  • 15/03 Pessoas com 65 a 69 anos
  • 22/03 Pessoas com 60 a 64 anos

Anvisa ainda não aprovou

Vale lembrar que para que a vacina comece a ser aplicada na população, é necessário que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprove o relatório completo. E a Agência mudou nesta última sexta (4), o texto que introduzia um começo de aprovação.

Segundo o Instituto Butantan, a previsão é que o relatório completo de dados seja enviado até o fim desta semana, para aprovação emergencial da Anvisa.

A CoronaVac é desenvolvida em parceria internacional entre o Instituto Butantan e a biofarmacêutica Sinovac Biotech. O resultado da fase 3 com o índice de eficácia do imunizante deve ser divulgado na próxima semana, segundo o Governo/

Estudos clínicos já demonstraram que 94,7% dos voluntários não tiveram evento adverso. Dos que apresentaram alguma reação, 99,7% relataram sintomas de baixa gravidade, como dor no local da injeção e dor de cabeça leve.

Artigo publicado na revista científica The Lancet apontou que a vacina do Butantan produziu resposta imune em 97% dos participantes dos estudos.

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