sexta-feira, setembro 24, 2021
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30% da população sobrevive com menos do que o necessário para viver

Pesquisa do IBGE mostra que um terço dos brasileiros vive com menores rendimentos do país

Cerca de 30% das pessoas que tinham os menores rendimentos no país, entre 2017 e 2018, viviam com menos do que consideravam necessário para chegar ao fim do mês. A constatação é da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) – Perfil das Despesas no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (25), pelo IBGE, que mostra que a renda média mensal disponível dessa parcela da população era menor que a renda mínima declarada como necessária.

Na primeira faixa de renda, uma pessoa recebia, em média, R$ 244,60 mensais, mas precisava de quase o dobro (R$ 470,29) para suprir o que consideram suas necessidades. Essa diferença continua até a terceira faixa de rendimento e só muda na quarta faixa, quando a renda per capita passa a ser maior (R$ 808,40) do que a renda mínima (R$ 789,59).

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Essa proporção se inverte conforme a renda aumenta. Na última faixa, em que a renda disponível era de R$ 6.294,83, as pessoas consideravam R$ 4.001,09 o mínimo necessário para viver. Ou seja, os 10% com os maiores rendimentos declararam precisar receber 8,5 vezes a renda mínima dos 10% com os menores rendimentos (R$ 470,30) para chegar ao fim do mês.

O que uma pessoa considera a renda mínima depende da sua renda disponível e, claro, dos seus hábitos de consumo. Esses dados mostram que a percepção das pessoas é bastante diferente, dependendo da faixa de renda”, afirma o analista da pesquisa, Leonardo Oliveira.

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Entre 2017 e 2018, a renda disponível era de R$ 1.650,78, em média, e a renda mínima, R$ 1.331,57. Do total da renda disponível, 86,9% foram obtidos de forma monetária, 23% não monetária menos 9,9% de impostos diretos, contribuições e outras deduções.

“A parcela monetária da renda corresponde a valores que vêm do trabalho ou de transferências, como aposentadorias, pensões e programas sociais. Já a renda não monetária se refere a valores de bens e serviços que as famílias não precisam pagar, o que inclui os providos pelo governo, instituições e outras famílias…”, explica Oliveira.

Despesa é maior com habitação

Já as despesas de consumo totalizaram R$ 1.370,53, sendo a maior parcela com habitação (R$ 466,34), seguida das despesas com transporte (R$ 234,08) e alimentação (R$ 219,44).

Em média, uma pessoa gastou R$ 264,66, por mês, com moradia, que inclui aluguel, aluguel estimado, condomínio e impostos. “Cerca de 1,7% das pessoas viviam em domicílios cujo valor pago do aluguel ultrapassavam 1/3 da renda familiar líquida disponível, o que é considerado ônus excessivo de aluguel. Entre as regiões, o maior percentual estava no Sudeste (1,0%)”, comenta a analista Luciana Santos.

Já a despesa com serviços de utilidade pública, como energia elétrica, água e esgoto, gás doméstico e comunicação (telefone fixo e celular, TV por assinatura e internet), foi de R$ 114,12, sendo os maiores gastos com serviços de comunicação (R$ 45,16) e energia elétrica (R$ 39,64).

Restrição aos serviços de saúde

A despesa per capita com saúde foi de R$ 133,23, sendo R$ 90,91 na forma monetária, quando ocorre desembolso direto para aquisição do produto ou serviço. Já a despesa não monetária foi de R$ 42,32. Nesse caso, não há desembolso e o produto ou serviço é fornecido pelo estado ou outras entidades.

Do total de despesas, a maior parte foi com serviços de saúde (R$ 86,48) e o restante com medicamentos e produtos farmacêuticos (R$ 46,75).  A pesquisa também mostra que apenas 18,1% das pessoas viviam em famílias em que todos possuíam plano saúde e 17,4% em que ao menos uma pessoa tinha o serviço. A maioria, contudo, vivia em famílias em que ninguém tinha plano de saúde (64,4%).

Despesa com educação

A POF mostra ainda que a despesa média com educação foi de R$ 120,16 por pessoa. Desse total, R$ 68,13 foram de gastos não monetários, que são aqueles efetuados sem pagamento direto, como é o caso da educação pública gratuita oferecida pelo Estado. Já a despesa monetária somou R$ 52,03. Esse gasto é feito por meio de pagamento, à vista ou a prazo.

“…No ensino superior (incluindo a pós-graduação) e em outros cursos a despesa monetária é maior do que a não monetária, pois a oferta dessa modalidade de ensino é feita, principalmente, por instituições privadas”, explica o pesquisador José Mauro de Freitas Júnior.

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