quarta-feira, junho 7, 2023
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Moedas digitais acumulam valorização de 98,8%; como investir?

No ano, alta pode chegar a 360,17%, segundo instituições financeiras

Para operar com um criptoativo é preciso possuir pelo menos uma conta virtual, chamada de “carteira virtual” (wallet), com uma chave pública, para publicar as transações na rede, e a chave privada secreta – necessária para ter acesso à carteira e poder operar com ela.

Existem diferentes tipos de carteiras, definidas de acordo com a maneira como são armazenadas, ou custodiadas. Na prática, existem diferentes soluções para isso. Segundo especialistas, as soluções cold wallet, embora mais seguras, são menos acessíveis, o contrário das propostas hot wallet.

Atualmente no mercado há mais 5.000 tipos de criptomoedas disponíveis. Uma das mais famosas é a Bitcoin, que foi apresentada em 2007, e é considerada a primeira moeda digital mundial descentralizada. O Bitcoin e responsável pelo ressurgimento do sistema bancário livre.

Se você deseja investir em criptomoedas, você tem dois caminhos iniciais:

  1. Abrir uma conta em uma exchange, selecionar as criptomoedas que te interessa e investir diretamente nelas. Ou
  2. Investir em um fundo de criptomoeda, disponível na sua própria corretora, e com ativos selecionados por um gestor especializado.

Além disso, há outras dicas de especialistas que você não pode esquecer…

  • Pesquise muito, vá além dos vídeos do YouTube ou conselhos de amigos;
  • Conheça o lastro da moeda que pretende comprar, pesquise tudo sobre ela e veja opiniões de especialistas sobre ela;
  • Fuja das promessas tentadoras lucro rápido, fácil e acima do normal;
  • Não invista mais do que 5% de seu capital em criptomoedas!
  • Mantenha controle rigoroso sobre senhas e considere utilizar tokens

Os tokens, que conferem direitos diversos aos seus detentores, podem ser divididos em pelo menos duas categorias, a depender do tipo de direito concedido: tokens
que concedem acesso a um serviço, plataforma ou projeto da empresa, nos moldes
de uma licença de uso ou de créditos para consumir um bem ou serviço.

E tokens que conferem aos investidores direitos de participação em resultados do empreendimento, ou remuneração pré-fixada sobre o capital investido, ou ainda voto em assembleias que determinam o direcionamento dos negócios do emissor.

Receita Federal

Segundo a Receita Federal, o mercado de moedas digitais no Brasil possui mais investidores que a Bolsa de Valores de São Paulo (B3), que têm cerca de 800 mil pessoas cadastradas. Além disso, esse mercado movimentou, apenas em 2018, mais de R$ 8 bilhões no país.

A coleta de informações sobre esse tipo de operação é uma tendência mundial e, segundo a Receita Federal, se intensificou em vários países após ação de grupos que estariam se utilizando do sistema para a prática de crimes como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e financiamento do tráfico de drogas e armas.

Pelas regras, as informações deverão ser transmitidas à Receita Federal até as 23h59min59s, horário de Brasília, do último dia útil do mês subsequente àquele em que ocorreu o conjunto de operações realizadas com criptoativos. Ou seja, as informações do mês de agosto serão prestadas até o último dia útil de setembro e assim sucessivamente.

As penalidades pela não prestação das informações são multas que variam de R$ 100 a R$ 500 ou de 1,5% até 3% do valor da operação não-informada.

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