segunda-feira, janeiro 17, 2022
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Recuperação do setor de serviços ainda tem caminho longo pela frente, diz FGV

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, a confiança de serviços no Brasil tem 2ª queda consecutiva em novembro

O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas, recuou 2,1 pontos em novembro, para 85,4 pontos, registrando a segunda queda consecutiva. Em médias móveis trimestrais, o índice se manteve praticamente estável variando 0,1 ponto. Divulgação foi feita hoje (30), pela Fundação Getúlio Vargas, Instituto Brasileiro de Economia.

A queda pelo segundo mês consecutivo da confiança de serviços mostra um retrocesso no processo de recuperação do setor, que vinha ocorrendo desde maio. A percepção sobre o momento presente vem reagindo lentamente e as expectativas para os próximos meses voltaram a se tornar mais pessimistas dada a dificuldade que o setor vem enfrentando.” avaliou Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

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O período de transição dos programas do governo, a preocupação com a pandemia e a cautela dos consumidores sugerem que a recuperação do setor ainda tem um caminho longo pela frente”, finalizou Rodolpho.

Houve queda do ICS em 9 dos 13 segmentos pesquisados. As avaliações sobre o momento atual se acomodaram enquanto as expectativas em relação aos próximos meses pioraram novamente em novembro. O Índice de Situação Atual (ISA-S) variou 0,3 ponto, para 79,5 pontos, mantendo tendência crescente iniciada em maio em ritmo gradual.

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O Índice de Expectativas (IE-S), por sua vez, caiu 4,4 pontos, para 91,3 pontos, registrando a segunda queda consecutiva. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de serviços aumentou 1,8 ponto percentual para 83,1%, o maior valor desde novembro de 2015 (83,2%).

Demanda insuficiente

Apesar da recuperação do ISA-S iniciada em maio, o ritmo dessa recuperação tem sido menos intenso do que do IE-S. Nos últimos meses, o fator limitativo “Demanda Insuficiente” passou a ser cada vez mais citado pelas empresas do setor de serviços como impeditivo para crescimento dos negócios, superando em outubro o fator “Outros”.

O fator é onde as empresas reportam, majoritariamente, a pandemia de coronavírus como o fator responsável.

Em novembro, quase metade das empresas mencionaram “Demanda Insuficiente” como fator limitativo (49,2%), sendo que, ao analisar pelos principais setores, chegando a atingir 63% no segmento de serviços prestados às famílias.

Vale lembrar que esse segmento foi o que registrou a maior perda no ISA-S na pandemia no Brasil. Outros segmentos que que também tem mais de 50% das empresas citando “Demanda Insuficiente” são o de serviços profissionais e de transporte com 51,1% e 50,9%, respectivamente.

A edição de novembro de 2020 coletou informações de 1585 empresas entre os dias 03 e 27 deste mês. A próxima divulgação da Sondagem de Serviços ocorrerá em 29 de dezembro de 2020. E todos os dados contidos neste relatório são ajustados por sazonalidade, exceto quando expressamente indicado.

Sondagem de Serviços

A Sondagem do Setor de Serviços foi a primeira pesquisa conjuntural de âmbito nacional a levantar de forma sistemática informações sobre este segmento, que responde por mais de 63%% do PIB nacional (dado de 2016).

A série histórica da Sondagem de Serviços teve início em junho de 2008. Os resultados são divulgados no máximo até o segundo dia útil do mês seguinte ao de referência, de acordo com calendário previamente divulgado no site do IBRE/FGV.

O questionário da Sondagem de Serviços é direcionado à empresa. Abrange temas como a situação dos negócios, volume de demanda, faturamento, preços e contingente de mão-de-obra.

As perguntas apresentam opções de resposta de natureza qualitativa (ex.: o volume de demanda atual pode ser forte/normal/fraco; a previsão para o total de pessoal ocupado pela empresa é de aumento/estabilidade/diminuição).

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) é o indicador-síntese da pesquisa, composto por quatro quesitos: Volume de demanda atual, Situação Atual dos negócios e expectativas sobre Volume de demanda (três meses) e Situação dos negócios (seis meses).

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