segunda-feira, novembro 28, 2022
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Festas clandestinas em meio à pandemia exigem mobilização autoridades em SP e Rio

O Brasil está próximo de atingir as 3 mil mortes diárias causadas pela pandemia do novo coronavírus. Ainda assim, a população parece não ter se conscientizado dos perigos causados pela doença mais letal deste século.

Enquanto autoridades públicas e organizações internacionais reforçam os pedidos para que a população respeite o isolamento social e siga as medidas restritivas, uma parcela dos brasileiros segue promovendo aglomerações e festas clandestinas.

Desde o dia 26 de fevereiro, 619 festas clandestinas foram interrompidas em São Paulo por descumprimento das normas sanitárias e de restrição de circulação decretados pelo Plano São Paulo. A informação é da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.Apenas nesse sábado (20), foram encerradas 39 festas clandestinas e realizadas 4.008 dispersões e 28,6 mil abordagens, informou hoje (21) a secretaria. Em uma dessas festas clandestinas, que ocorreu na noite de ontem (20), a polícia flagrou 60 pessoas que estavam aglomeradas em um bar na Avenida Interlagos, na zona sul da capital. Quatro homens responsáveis por essa festa clandestina foram autuados. O local foi interditado pela prefeitura.

Desde fevereiro, 829 pessoas foram presas em todo o estado durante a Operação Toque de Restrição.

Desde o dia 6 de março, todo o estado de São Paulo está na Fase 1-Vermelha do Plano São Paulo, onde somente serviços considerados essenciais podem funcionar. Na semana passada, o estado entrou em uma fase ainda mais restritiva, com proibição de cultos e cerimônias religiosas coletivas, suspensão de aulas e paralisação de partidas de futebol e outras atividades esportivas. Bares, casas noturnas e festas estão proibidos de funcionar neste momento. As medidas pretendem aumentar a taxa de isolamento e reduzir a ocupação dos leitos de internação, atualmente próximo a um colapso.

Operações no Rio

Fiscais da prefeitura do Rio de Janeiro fizeram 804 autuações entre a manhã de sábado (20) e a de domingo (21) na operação que busca garantir o cumprimento das medidas de prevenção à covid-19. Entre as irregularidades encontradas estão a não utilização de máscaras, aglomerações, infrações de trânsito, reboques, encerramento de feiras e apreensões de mercadorias de ambulantes. Participam da operação agentes da Secretaria de Ordem Pública, da Guarda Municipal, da Vigilância Sanitária e da Polícia Militar.

Ao todo, 25 estabelecimentos foram fechados por descumprir as medidas de prevenção à covid-19, e 91 multas foram aplicadas a bares, restaurantes e vendedores ambulantes.

Uma das principais ocorrências foi a interdição de uma festa clandestina em Botafogo, na zona sul da cidade, na madrugada de domingo. O evento tinha 150 participantes e contava com show de pagode e transporte privado entre a Praia de Botafogo e o local da festa, na Rua Mundo Novo.

Apesar das ocorrências, o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale, disse que o balanço da fiscalização no sábado foi positivo e avalia que houve colaboração da grande maioria da população.

O município do Rio de Janeiro apresenta altas taxas de ocupação de leitos de terapia intensiva para covid-19 no Sistema Único de Saúde, com 93% das 669 vagas para pacientes graves ocupadas.

Diante desse quadro, a prefeitura adotou nesta semana novas medidas de restrição para conter o aumento de casos, como a proibição da permanência das pessoas nas praias, inclusive para a prática de esportes. Também está proibido o estacionamento na orla e a entrada de ônibus fretados na cidade.

A interdição das praias resultou em faixas de areia vazias na zona sul da cidade, mesmo em um fim de semana de sol forte e calor. Em Copacabana, um homem e uma mulher foram detidos e encaminhados à delegacia por desacato e desobediência aos fiscais.

O município também adotou desde o início do mês a proibição da permanência de pessoas em vias públicas e praças após as 21h. Bares e restaurantes também não podem funcionar depois desse horário.

Com informações da Agência Brasil

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