quinta-feira, agosto 5, 2021
Home Economia Poupança tem captação recorde de R$ 166,31 bi em 2020

Poupança tem captação recorde de R$ 166,31 bi em 2020

Apenas em dezembro, depósitos superaram saques em R$ 20,6 bi

Aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança tem atraído cada vez mais o interesse dos brasileiros. Em 2020, os investidores depositaram R$ 166,31 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, informou nesta quinta-feira (7) o Banco Central (BC).

A alta aconteceu em um momento no qual boa parte dos brasileiros ficou com receio de arriscar em novos investimentos, diante do avanço da pandemia do novo coronavírus. A segurança e o baixo risco pesaram nesse resultado.

O resultado é o maior já registrado para um ano desde o início da série histórica, em 1995. Em 2019, a captação líquida – diferença entre depósitos e retiradas – tinha ficado em R$ 13,33 bilhões. O recorde anterior tinha sido registrado em 2013, quando a aplicação financeira tinha captado R$ 71,05 bilhões.

Apenas em dezembro, os brasileiros depositaram R$ 20,61 bilhões a mais do que sacaram da poupança. O valor é recorde para o mês desde o início da série histórica. Tradicionalmente, os brasileiros depositam mais na caderneta em dezembro, por causa do pagamento da segunda metade do décimo terceiro salário.

A aplicação começou 2020 no vermelho. Em janeiro e fevereiro, os brasileiros retiraram R$ 15,93 bilhões a mais do que depositaram. A situação começou a mudar em março, com o início da pandemia da covid-19, quando os depósitos passaram a superar os saques.

O interesse dos brasileiros na poupança se mantém apesar da recuperação da bolsa de valores nos últimos meses. Nos dois primeiros meses da pandemia, as turbulências no mercado financeiro fizeram investidores migrar para a caderneta. As oscilações do Tesouro Direto também ajudaram a atrair investidores para a segurança da caderneta, mesmo o rendimento sendo menor.

Rendimento

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu mais recursos mesmo com os juros básicos nos menores níveis da história e com a aplicação perdendo para a inflação. Com as recentes reduções na taxa Selic e o repique no valor de diversos alimentos, o investimento passou a render menos que os índices de preços.

Em 2020, a aplicação rendeu 2,11%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15, que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 4,23%. O IPCA cheio de 2020 será divulgado na próxima terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2021, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 3,32% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Com a atual fórmula, a poupança renderá apenas 1,4% nos próximos 12 meses, caso a Selic de 2% ao ano fique em vigor ao longo de todo o ano.

Histórico

Até 2014, os brasileiros depositaram mais do que retiraram da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões.

Inadimplência em queda

A inadimplência caiu em dezembro, apesar de os consumidores estarem mais endividados, revelou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de dezembro, o total de famílias com dívidas ou contas em atraso caiu de 25,7% em novembro para 25,2% em dezembro.

Essa foi a quarta redução seguida do indicador. Em relação a dezembro de 2019, a proporção de consumidores inadimplentes cresceu 0,7 ponto percentual.

A parcela das famílias que declararam não ter condições de quitar o atraso, permanecendo inadimplentes, caiu de 11,5% em novembro para 11,2% em dezembro. No mesmo mês de 2019, o indicador estava em 10%.

Popular

5 criptomoedas promissoras de 2021

Confira quais as criptomoedas promissoras do ano que valem seu investimento Nos últimos anos, um novo tipo de dinheiro entrou em cena, as chamadas criptomoedas...

Smart IPTV: tudo sobre o aplicativo

Foto: Divulgação/Smart IPTV. Confira como o aplicativo Smart IPTV mudou a maneira de ver televisão O aplicativo Smart IPTV é derivado da tecnologia chamada IPTV, que...

Quais são os atores da novela Amor de Mãe?

Foto: Globo/João Cotta Veja quem são os personagens dos atores da novela Amor de Mãe Produzida e exibida pela TV Globo, a novela Amor de Mãe...

Extraterrestre: confira as últimas notícias

Uma das imagens capturadas pelos pilotos americanos. Foto: Reprodução/Departamento de Segurança dos EUA. A vida extraterrestre sempre foi uma grande incógnita para os cientistas e...

Esportes de marca: o que é e quais os tipos

Confira todos os tipos de esportes de marca e suas definições O esporte é uma das coisas que move todo o mundo e as pessoas....

Sherlock Holmes existiu de verdade?

Sherlock Holmes em ilustração de 1904 por Sidney Paget. Foto: Divulgação/Wikipédia.  Um detetive muito famoso no mundo da literatura, mas será que realmente Sherlock...

Qual o significado da bandeira Imperial do Brasil?

Entenda qual o real significado e toda a história da Bandeira Imperial do Brasil  A Bandeira Imperial do Brasil desde sua criação teve duas versões,...

Boletim escolar digital na pandemia

O boletim escolar digital foi uma das mudanças provocadas por causa da pandemia que teve início em 2020 Em março de 2020, o mundo se...