sábado, maio 15, 2021
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Morre voluntário brasileiro que participava de testes da vacina de Oxford/AstraZeneca

Anvisa confirma, mas não relaciona com vacina; Conselho Internacional de Segurança recomenda continuar a pesquisa

A Anvisa informou nesta quarta-feira (21) a morte de um voluntário brasileiro que participou do teste da vacina contra o coronavírus realizada pela parceria Oxford/AstraZeneca. Segundo a agência, o homem de 28 anos era médico e morava no estado do Rio de Janeiro. Ele morreu de complicações causadas pela Covid-19.

A Anvisa não esclareceu, contudo, se o voluntário tomou a vacina ou o placebo. De acordo com o portal G1, a agência tomou conhecimento do óbito no dia 19 de outubro, sendo informada, pelo comitê independente que acompanha o caso, que haveria uma continuação das pesquisas.

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com laboratórios da AstraZeneca é a principal aposta da futura campanha de vacinação do governo federal contra o novo coronavírus.
A pesquisa, que começou em junho no Brasil, está em fase final de teste. Nela, milhares de voluntários são acompanhados para verificar a eficácia da vacina em termos de imunidade. A estimativa é que 10 mil voluntários brasileiros sejam incluídos no braço nacional do ensaio clínico. Metade deles tomará duas doses da vacina em testes e a outra metade receberá placebo.

Saiba mais: Testes confirmam que vacina do Butantan é a mais segura em fase final no Brasil

A segurança da vacina foi verificada em pesquisas antes de chegar nas fases finais, nenhuma reação séria foi verificada, apenas reações menores e consideradas “normais” para uma vacina

A previsão do Ministério da Saúde é destinar 1,9 bilhão de reais para o projeto de Oxford, se a pesquisa comprovar sua eficácia e segurança, prevê 100 milhões de doses na primeira metade da vacina. Além disso, o ministério da saúde pretende produzir cerca de 165 milhões de doses a mais no Brasil no segundo semestre de 2021.

Em setembro, depois que os participantes experimentaram reações adversas graves, o teste desta vacina foi suspenso em todo o mundo por vários dias. De acordo com o jornal americano New York Times, os participantes sofriam de mielite transversa, uma síndrome inflamatória que afeta a medula espinhal, geralmente causada por uma infecção viral.

Depois de descobrir que a relação benefício/risco permanecia boa, o ensaio clínico foi retomado. Nos testes de vacinas, o uso da suspensão temporária para avaliar qualquer suspeita sobre o produto é considerado normal.

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