domingo, outubro 17, 2021
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IBGE: Primeira estimativa de 2021 prevê safra recorde de grãos

Colheita deve bater recorde em 2021 puxada pela soja e pelo milho

A safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve somar 253,2 milhões de toneladas em 2021, caso se confirme a projeção do primeiro prognóstico do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta terça-feira (10), pelo IBGE. Este número é um novo recorde na série histórica iniciada em 1975 e representa um crescimento de 0,5% em relação às estimativas de 2020, de 252 milhões de toneladas.

O aumento em 5,6 milhões de toneladas (4,6%) da produção da soja e de 445,3 mil toneladas (1,7%) da 1ª safra do milho devem ser os principais responsáveis pelo prognóstico de 2021. Outras produções devem sofrer reduções, como a 2ª safra do milho (-5,4%), do arroz (-2,4%), do algodão herbáceo (-11,9%), da 1ª safra do feijão (-2,2%), do da 2ª safra do feijão (-4,5%) e da 3ª safra do feijão (-6,5%).

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Para o analista de Agropecuária do IBGE Carlos Barradas, o preço em alta das commodities no mercado internacional motiva investimentos na produção de grãos, principalmente, milho e soja. Além disso, “a pandemia fez o consumo doméstico aumentar e os preços de alguns desses grãos dispararam”, explica.

O IBGE estima que, em 2021, a área a ser colhida aumente para a soja em grão (1,2%), para a 1ª safra de milho em grão (1,7%) e para a 2ª safra do milho em grão (1,0%). Cabe ressaltar que está é apenas a primeira estimativa para 2021 e o resultado poderá sofrer modificações nos dois próximos levantamentos (novembro e dezembro), assim como durante o acompanhamento das safras que será feito durante todo o ano de 2021.

Maior que 2019

A pesquisa também divulgou a estimativa de outubro para a safra de 2020: 252 milhões de toneladas, 4,4% superior à obtida em 2019 (241,5 milhões de toneladas). Em termos de área a ser colhida, a estimativa é de 65,3 milhões de hectares, o que representa um aumento de 2,1 milhões de hectares (3,3%) frente à área colhida em 2019.

O arroz, o milho e a soja somados representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 87,1% da área a ser colhida.

No comparativo com a estimativa de setembro, a pesquisa mostra que houve aumentos na produção da 1ª safra do milho (0,5%), na 2ª safra do milho (0,4%), na 1ª safra do feijão (0,2%) e na soja (0,1% ou 114.003 toneladas).

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Já as produções que apresentaram queda foram: a do algodão herbáceo (-0,2%), a da 3ª safra do feijão (-0,6%), a da 2ª safra do feijão (-1,6%), a da uva (-3,2%), a da cevada (-5,8%), a do trigo (-6,3%) e a da aveia (-9,5%).

De acordo com as estimativas para 2020, o Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,9%, seguido pelo Paraná (16%), Rio Grande do Sul (10,5%), Goiás (10,3%), Mato Grosso do Sul (8%) e Minas Gerais (6,3%). Desta maneira, os seis estados somados representaram 80% do total nacional.

Entre as regiões, o Centro-Oeste lidera com 47,5% do total, seguido por Sul (29,1%), Sudeste (10,1%), Nordeste (8,9%) e Norte (4,4%). A produção total de grãos apresentou variação anual positiva para quatro regiões, sendo negativa apenas para a Sul (-4,7%).

Capacidade dos estoques recua 0,7% no primeiro semestre

A Pesquisa de Estoques, também divulgada hoje pelo IBGE, mostrou que o total de capacidade útil disponível para armazenamento reduziu 0,7% no primeiro semestre de 2020, frente ao segundo semestre de 2019, totalizando 176,5 milhões de toneladas. Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominam no país, com 86,8 milhões de toneladas, o que representa 49,1% da capacidade de armazenagem nacional.

Armazéns graneleiros e granelizados respondem por 37,7% da capacidade nacional com 6,5 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, 0,3% inferior à capacidade verificada no período anterior. Já armazéns convencionais, estruturais e infláveis, somaram 23,3 milhões de toneladas, queda de 4,8% em relação ao segundo semestre de 2019. Esses armazéns contribuem com 13,2% da capacidade total de armazenagem.

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