sexta-feira, fevereiro 26, 2021
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Fiocruz deve iniciar produção da vacina de Oxford em 20 de janeiro

Laboratório deve entregar 1 milhão de vacinas até 12 de fevereiro

Com a chegada dos ingredientes farmacêuticos ativos (IFAs) importados em meados de janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz prevê que a produção da vacina AstraZeneca/Oxford no Brasil deve começar no dia 20 deste mês. O imunizante previne contra a covid-19 e já começou a ser aplicado no Reino Unido.

Por meio de um acordo de transferência de tecnologia, o Complexo Industrial de Bio-Manguinhos, da Fiocruz, que fica na zona norte do Rio de Janeiro, foi preparado para processar o IFA e deve entregar o primeiro milhão de doses ao Ministério da Saúde entre 8 e 12 de fevereiro.

A previsão da Fiocruz é que a produção ganhe maior escala nas semanas seguintes. A partir de 22 de fevereiro, Bio-Manguinhos deve entregar 700 mil doses diárias ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

O acordo entre o governo federal, a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford prevê que 100,4 milhões de doses serão produzidas no primeiro semestre de 2021 com ingrediente farmacêutico ativo importado.

No segundo semestre, a Fiocruz vai nacionalizar a produção do IFA, o que permitirá entregar mais 110 milhões de doses ao PNI.

Uso emergencial

A Fiocruz deve apresentar até amanhã (8) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de uso emergencial de 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford que o governo negocia para importar da Índia. Representantes da Fiocruz têm uma reunião na agência reguladora nesta tarde para tratar da questão.

Com o pedido protocolado e aprovado pela Agência, o início da vacinação poderá ocorrer ainda em janeiro. Na Índia, as doses da vacina AstraZeneca/Oxford são produzidas pelo Instituto Serum, o maior produtor de vacinas do mundo.

A Fiocruz confirmou à CNN Brasil nesta quinta-feira (7) que espera começar a produção das primeiras doses da vacina de Oxford a partir do dia 20 de janeiro.

Os primeiros insumos do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina de Oxford, desenvolvida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, devem chegar ao Brasil na próxima semana e a previsão é de que a carga que vem da China chegue até o próximo dia 12 de janeiro.

A Fiocruz disse que tem feito esforços permanentes para antecipação de alguma etapa, sempre que possível, para que a população brasileira tenha acesso à vacina o quanto antes. Mas garantiu que mesmo com essa demora, o cronograma será mantido.

A entidade, no entanto, não divulgou uma data exata para o início da distribuição das doses da vacina para o Ministério da Saúde iniciar a vacinação contra a Covid-19.

Inicialmente, a fundação divulgou que esperava receber o IFA ainda em dezembro de 2020, mas o atraso no recebimento do insumo foi provocado pela demora do repasse das informações da AstraZeneca e das autoridades regulatórias da China, que têm protocolos específicos para a exportação da carga.

As negociações para a importação estão avançadas e as doses devem custar 5,25 dólares cada uma, o que gera um valor total de cerca de R$ 60 milhões, incluídos os custos com a operação (etiqueta e bula), armazenagem e transporte das vacinas.

Já o registro definitivo da vacina AstraZeneca/Oxford no país continua em avaliação na Anvisa, e a previsão da fundação é que todos os documentos necessários para a aprovação sejam entregues até o dia 15 de janeiro.

Eficácia da Coronavac

Ainda nesta quinta-feira (7), o governo do estado de São Paulo divulgou os primeiros resultados da Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan, em parceria com um laboratório chinês.

De acordo com a gestão João Doria (PSDB), o imunizante tem eficácia de 78%, mas esse número pode aumentar a depender da quantidade de exposição ao novo coronavírus. O Ministério da Saúde também pretende adquirir doses da Coronavac.

Na prática, se uma vacina tem 78% de eficácia para casos leves, isso significa que 78% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença. A taxa mínima recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 50%.

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