segunda-feira, janeiro 17, 2022
Home Economia Endividamento de famílias cresce em janeiro e chega a 66,5%

Endividamento de famílias cresce em janeiro e chega a 66,5%

Percentual de inadimplentes atinge 24,8%

O percentual de famílias endividadas (com dívidas em atraso ou não) no país chegou a 66,5% em janeiro deste ano, ficando acima das taxas de dezembro de 2020 (66,3%) e de janeiro do ano passado (65,3%). O dado é da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada hoje (18), no Rio de Janeiro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O percentual de inadimplentes, ou seja, famílias com dívidas ou contas em atraso, chegou a 24,8%, abaixo dos 25,2% de dezembro, mas acima dos 23,8% de janeiro do ano passado.

As famílias que não terão condições de pagar suas contas somaram 10,9% do total, abaixo dos 11,2% de dezembro, porém, acima dos 9,6% de janeiro de 2020.

“Com o fim do auxílio [emergencial] e o atraso no calendário de vacinação, as famílias de menor renda precisarão adotar maior rigor na organização do orçamento. Essa conjuntura faz o crédito ter papel ainda mais importante na recomposição da renda. É preciso seguir ampliando o acesso aos recursos com custos mais baixos, mas também alongar os prazos de pagamento das dívidas para manter a inadimplência sob controle”, disse a economista responsável pela pesquisa, Izis Ferreira.

Cartões de crédito

Segundo a CNC, o percentual de dívidas com cartão de crédito entre o total de endividados chegou a 80,5%, subindo para um patamar histórico.

Em janeiro do ano passado, a taxa era de 79,8%. Outros principais motivos para dívidas em janeiro deste ano foram: carnês (16,8%), financiamento de carro (9,9%) e crédito pessoal (8,4%).

O tempo médio com pagamento em atraso chegou a 63,3 dias e o tempo médio de comprometimento com dívidas ficou em 6,9 meses, disse a CNC.

Desconfiança

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 2,2% em janeiro de 2021 e passou para 105,8 pontos. Segundo explicou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que mede o indicador, ainda que tenha registrado a segunda queda mensal consecutiva, o índice permanece no patamar de otimismo, que é acima de 100 pontos pelo quarto mês consecutivo. Na comparação anual houve variação negativa de 16,4%.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destacou que os efeitos da pandemia ainda influenciam a confiança dos comerciantes. Ele disse que, tradicionalmente, janeiro é um mês mais modesto para o consumo. “Passado o período natalino e diminuído o efeito do aumento da renda com o 13º salário, as famílias estão mais dispostas a realizar gastos nos serviços de lazer, por força das férias escolares”, comentou.

O índice referente à satisfação dos comerciantes com as condições atuais e o que avalia as expectativas no curto prazo registraram quedas e, por serem dois dos principais índices do Icec, impactaram o resultado negativo do indicador principal.

Enquanto o referente à satisfação dos comerciantes com as condições atuais passou para 80,5 pontos com o recuo de 5,8%, o indicador que avalia as expectativas no curto prazo apresentou retração pela segunda vez consecutiva, agora de 2,3% e atingiu 142,1 pontos. Mesmo assim, é o único dos indicadores do Icec acima dos 100 pontos.

O economista da CNC responsável pela pesquisa, Antonio Everton, considerou entre os motivos para a influência que levou ao resultado negativo podem estar o aumento do dólar, o endividamento das empresas, o reajuste dos aluguéis e a cautela do consumidor nas compras.

“A predominância das percepções adversas também pode ter relação com a necessidade de se fazer investimentos em tecnologia e logística para avançar no e-commerce”, acrescentou.

Investimentos

O único a apresentar resultado positivo (1%) foi o índice que mede as intenções de investimento. Com isso, alcançou 94,9 pontos, voltando a crescer após ligeiro recuo em dezembro. Um outro destaque também foi a intenção de contratação de pessoal. Esse índice teve alta de 2,1% e fechou o mês com 121 pontos.

O economista informou que, nos últimos quatro anos, a intenção de aumentar o quadro de funcionários tem registrado variações positivas em janeiro.

“O planejamento dos empresários pode incluir aumento do número de pessoal para os próximos meses se a recuperação do emprego, consumo e da geração de renda permanecer em um ritmo satisfatório”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil

Popular

De onde vem o aroma da baunilha?

Quem não gosta de alimentos com sabor de baunilha, não é mesmo? Mas você sabe de onde vem o aroma da baunilha? Alimentos doces, como...

Como foi a gripe espanhola no Brasil?

A pandemia de gripe espanhola no Brasil ocorreu entre os anos de 1918 e 1920 A gripe espanhola é o nome dado a uma pandemia...

10 dicas úteis para combater o stress

Aprender a reconhecer o estresse O primeiro passo para controlar o estresse é reconhecer sua presença em sua vida. Todo mundo experimenta este estado de...

Top 8 jogos mais jogados do mundo

Nos dias de hoje, existem muitos jogos, mas há aqueles mais jogados em todo o mundo Seja no computador ou celular, os jogos estão presentes...

Como usar o gerenciador de anúncios Face Ads?

Gerenciadores de anúncios são ótimas ferramentas para colocar em prática planos de Marketing Digital O Face Ads ou como também é conhecido o Facebook Ads...

O que é manchete e como escrever?

Manchetes são títulos de destaque, geralmente usados em noticiários Jornais e revistas costumam utilizar vários aspectos e recursos para chamar a atenção do leitor, como...

Saiba tudo sobre a síndrome de Tourette

Síndrome de Tourette é uma doença neurológica que afeta o emocional das pessoas A síndrome de Tourette é uma doença neurológica que afeta emocionalmente as...

Adesivo anticoncepcional: o que é e como funciona

Adesivo anticoncepcional possui 91% de eficácia e deve ser usado com receita médica Existem alguns contraceptivos para mulheres, como a pílula anticoncepcional, implante anticoncepcional, dispositivo...