sábado, março 6, 2021
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Eficácia da vacina Coronavac deve ser divulgada nesta quinta-feira (7)

Governo de São Paulo mantém previsão de vacinação contra Covid-19 para 25 de janeiro. Entretanto, liberação para uso precisa de aprovação da Agência de Vigilância Sanitária.

O Instituto Butantan está se preparando para apresentar dados da eficácia da vacina Coronavac em entrevista coletiva de imprensa do governo paulista nesta quinta-feira (7). A ideia é que antes disso representantes do instituto tenham uma reunião com membros da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O governo paulista tem mantido cautela sobre os resultados obtidos com o imunizante produzido em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A ideia é passar o máximo de confiança à população, em um momento no qual as vacinas são alvo de ataques por negacionistas e anticientificistas.

Os resultados sobre a eficácia da Coronavac tem sido repetidamente adiados pelo governo de São Paulo. Os dados deveriam ter sido divulgados no dia 23 de dezembro, mas foram adiados pela gestão de João Doria (PSDB). Antes, o tucano havia dito que a previsão para liberação dos dados seria em 15 de dezembro, o que também não aconteceu.

Segundo o governo de São Paulo, a fase 3 dos testes da CoronaVac no Brasil registrou pelo menos 170 voluntários contaminados. O estudo conclusivo mede a taxa de eficácia do imunizante comparando quantos caos confirmados ocorreram nos voluntários que receberam placebo e quantos naqueles que tomaram a vacina.

A taxa mínima de eficácia recomendada pela Anvisa é de 50%. Fontes ouvidas por diversos veículos de imprensa, como o site G1, da TV Globo, atesta que o imunizante alcançou eficácia de 90% entre os voluntários, o que atestaria sua eficácia contra o novo coronavírus

Plano estadual de vacinação

Apesar do adiamento na divulgação dos dados, o governo paulista manteve a previsão de início da vacinação em 25 de janeiro, data do aniversário da cidade de São Paulo. O governo paulista tem se antecipado ao Ministério da Saúde, que ainda não tem um plano nacional estruturado para vacinar os brasileiros.

O tema tem sido alvo de debates e discórdia entre governadores e o Palácio do Planalto. O ministro da Saúde, general da ativa Eduardo Pazuello se mantém errático na definição de estratégias contra a pandemia. O presidente Jair Bolsonaro mantém sua forma usual de tratar a pandemia: gerando aglomerações e desrespeitando medidas restritivas.

Diante desse cenário, governadores começam a se estruturar para vacinar a população a despeito do que pode fazer o governo federal. Laboratórios e hospitais privados também entraram no jogo, de olho nas vantagens econômicas que a comercialização das vacinas pode render.

De acordo com o Butantan, o envio dos resultados à Anvisa só poderá ocorrer após a Sinovac analisar os dados dos testes da vacina realizados com 13 mil voluntários no Brasil. Os números foram enviados pelo Instituto no dia 23 de dezembro e a expectativa é a de que o processo fosse concluído até o dia 7 de janeiro.

Na sequência, os resultados finais serão encaminhados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e à National Medical Products Administration, da China. Essa é a última etapa para que o governo obtenha o certificado da Anvisa para o processo de registro da vacina no Brasil ou para um eventual pedido de autorização para uso emergencial.

Dose única

O governo de São Paulo também estuda uma estratégia ousada de vacinação. Como ainda não há doses suficientes para toda a população, a gestão tem discutido, em parceria com o Centro de Contigência do Coronavírus no estado a aplicação da dose única da Coronavac. Em tese, o correto seriam duas doses em todos os cidadãos.

A estratégia tem uma justificativa. O objetivo do governo de João Doria seria acelerar a imunização no Estado e, com isso, nortear também um plano de imunização nacional, caso o Ministério da Saúde siga sem mostrar um plano eficaz para combater a pandemia.

A adoção da dose única, no entanto, vai depender dos resultados da eficácia apresentada pelo Instituto Butantan nesta quinta-feira (7). A decisão pela dose única depende justamente da eficácia do remédio, ainda desconhecida publicamente.

Especialistas afirmam que a dose única pode apresentar alguns benefícios, como a aplicação em mais pessoas do que o previsto inicialmente, e de forma ainda mais rápida. Mas também há pontos negativos. A autorização de uso da CoronaVac, mesmo que emergencial, depende dos resultados apresentados pelos voluntários que tomaram duas doses. Assim sendo, testes adicionais seriam necessários se a ideia de dose única for sacramentada.

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