sábado, maio 15, 2021
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Ondas de calor impactaram preços atuais de frutas e hortaliças

Boletim divulgado pelo Conab mostra altas e quedas dos preços em setembro e tendências para outubro

As altas temperaturas registradas em setembro trouxeram impactos na comercialização das principais frutas e hortaliças no país. O forte calor acelerou a maturação de alguns produtos, o que motivou tanto o comportamento de alta como de queda nos valores comercializados no atacado, segundo boletim da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Entre os produtos que sofreram a influência do calor está o tomate, apresentando alta nas cotações em praticamente todas as Centrais de Abastecimentos analisadas pela Conab, sendo a maior variação em Brasília, de 32,5%. Apenas na Ceasa do Rio de Janeiro a hortaliça ficou mais barata.

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A maturação precoce concentrou a oferta do tomate nos primeiros dias de setembro, quando o preço baixou, mas a oferta diminuiu no restante do mês, o que trouxe um efeito de elevação de preços na média final. No entanto, pelo acompanhamento dos preços diários, é possível notar uma tendência de queda a partir da segunda quinzena deste mês.

As altas temperaturas também intensificaram a entrada de melancia no mercado. Com a elevação da oferta principalmente da região de Uruana, em Goiás, os preços no acatado ficaram mais baixos, estimulando a demanda.

O volume da melancia negociado em nove centrais de abastecimento analisadas no boletim chegou a ser 60% superior ao registrado em agosto deste ano. Outro produto influenciado pelo clima é o mamão, que ficou mais barato no mercado atacadista devido ao amadurecimento acelerado.

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Demais produtos – O clima quente e seco nas principais zonas produtoras de batata impulsionou os produtores a acelerar o ritmo da colheita para que a qualidade dos tubérculos não fosse comprometida. Com a maior disponibilidade do produto, os preços caíram em todas as centrais analisadas. As condições climáticas também influenciaram na maior demanda pela laranja que, aliada a uma menor oferta da fruta, apresentou alta de preços nas Ceasas pesquisadas.

A cenoura, pelo segundo mês consecutivo, também ficou mais cara em todos os mercados atacadistas analisados. Assim como no caso do tomate, a maior variação positiva foi registrada no entreposto de Brasília, com 38,5%. A menor produção da hortaliça no estado de Minas Gerais gera reflexos nos mercados analisados, elevando o preço no atacado.

Outras informações sobre a comercialização das principais frutas e hortaliças comercializadas no setor atacadista podem ser conferidas no Boletim disponível no site da Companhia.

Mês mais quente da história

Segundo dados do Centro Europeu de Pesquisa C3S (Copernicus Climate Change), setembro de 2020 foi o mês mais quente da história. O instituto considerou temperaturas de todo o mundo na análise.

Segundo a C3S, no Brasil, as altas temperaturas afetaram as queimadas na Amazônia e no Pantanal. A bateria também bateu recordes no Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital paulista teve o mês mais quente da história. Haverá mais calor nos próximos meses, podendo atingir a maior temperatura já registrada no Brasil.

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