sábado, maio 15, 2021
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Banco Central coloca incerteza sobre retomada da economia no país

De acordo com o Bacen, pouca previsibilidade sobre ajustes nos gastos gera cenário imprevisível

A velocidade da retomada da atividade econômica ainda é incerta. A avaliação é do Banco Central (BC), que divulgou nesta sexta (13) o Boletim Regional, uma publicação trimestral com análise das condições da economia por regiões do país.

Em contraponto, a região Norte teve seu desempenho no trimestre encerrado em agosto, com maior intensidade de retomada econômica em relação às demais regiões do país no atual contexto de pandemia provocado pela Covid-19.

Mais cedo, foi divulgado o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período). No terceiro trimestre deste ano, o indicador apresentou expansão de 9,47% na comparação com o segundo trimestre.

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Em setembro, comparado a agosto, houve expansão de 1,29%. Em relação ao terceiro trimestre de 2019, foi registrada queda de 3%. Em 12 meses encerrados em setembro, houve retração de 3,32%.

Segundo o Boletim Regional, indicadores recentes da atividade “sugerem recuperação desigual” entre setores na economia brasileira. “Os programas governamentais de recomposição de renda favoreceram retomada relativamente forte do consumo de bens. Contudo, várias atividades do setor de serviços, sobretudo aquelas mais diretamente afetadas pelo distanciamento social, permanecem bastante deprimidas”, diz a instituição.

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Nas regiões do país, o BC avalia que “os movimentos das economias também foram desiguais, refletindo, em alguns casos, a estrutura produtiva distinta, e, em outros, as diferenças do aumento da mobilidade e dos impulsos dos programas emergenciais”.

Prospectivamente, apesar de melhor dimensionamento dos impactos iniciais da pandemia, a pouca previsibilidade associada à sua evolução e ao necessário ajuste dos gastos públicos a partir de 2021 aumenta a incerteza sobre a velocidade da retomada da atividade econômica”, acrescenta o banco.

Regiões

Segundo o BC, a atividade econômica do Norte apresentou o maior ritmo de recuperação após o impacto da pandemia. O Índice de Atividade Econômica Regional da Região Norte (IBCR-N) cresceu 6,7% no trimestre até agosto, em relação ao encerrado em maio (-6%), de acordo com dados dessazonalizados.

De acordo com o Banco Central, essa foi a única região a superar o nível do primeiro bimestre (período pré-pandemia).

Apesar do crescimento no trimestre, a economia da região apresenta a maior retração comparativamente ao período pré-pandemia. O IBCR-NE avançou 2,8% no período, em relação ao trimestre encerrado em maio, quando decrescera 7,1%, no mesmo tipo de comparação.

No Centro-Oeste, “a vocação agrícola e a produção recorde de grãos impulsionaram as indústrias de processamento de alimentos e os serviços de logística, mitigando os efeitos adversos durante o período mais crítico de restrição de circulação e funcionamento das empresas”.

O IBCR-CO cresceu 0,5% frente ao trimestre anterior (quando a retração não tinha sido tão severa quanto no restante do país), na série com ajuste sazonal. “Ressalta-se que o setor industrial da região é o único a recuperar o nível do primeiro bimestre do ano”, acrescentou o BC.

No Sudeste, os indicadores sinalizaram recuperação da economia no trimestre encerrado em agosto, após queda acentuada no trimestre anterior. “O aumento gradual da mobilidade social permitiu a retomada da indústria e do comércio e, em menor medida, do setor de serviços, com reflexos positivos sobre o mercado de trabalho”.

O IBCR-SE avançou 4,3% no período, em relação ao trimestre encerrado em maio, quando tinha caído 6,8%, no mesmo tipo de comparação.

Na Região Sul, indicadores mostram recuperação gradual da economia, em linha com a evolução relativamente mais positiva da crise sanitária.  O nível de atividade no Sul – medido pelo IBCR-S – avançou 5,1% no trimestre encerrado em agosto, na comparação com o finalizado em maio, quando a queda de 7,1% repercutia os efeitos severos da pandemia sobre a região.

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