sábado, maio 21, 2022
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Aracy de Carvalho e sua participação na Segunda Guerra Mundial

Brasileira Aracy de Carvalho ajudou judeus durante a guerra e inspirou série de TV

Nascida em 1908, Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, mais conhecida apenas como Aracy de Carvalho, foi uma brasileira reconhecida como “Justa Entre as Nações”, graças às suas atitudes de ajudar os judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

O título é dado por Israel para aqueles que, mesmo sem compartilhar a mesma religião, se arriscaram a ajudar a salvar judeus durante a Segunda Guerra, como foi o caso da brasileira.

Como Aracy de Carvalho ajudou os judeus?

A brasileira era casada com o diplomata João Guimarães Rosa (1908-1967). Eles se conheceram no consulado de Hamburgo, na Alemanha, e foi neste consulado que Aracy ajudou a emitir vistos para judeus que buscavam fugir da política nazista durante a Guerra.

A maioria dos arquivos que guardam a trajetória da brasileira estão disponíveis para pesquisa no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, em São Paulo, mas também há documentos no Arquivo Nacional e na Alemanha. Ao todo são mais de 5.900 documentos, como cartões postais, fotografias e correspondências sobre a vida profissional e pessoal de Aracy.

O que contam as cartas de Aracy de Carvalho?

As cartas de Aracy foram muito importantes para conhecimento de sua vida e da sua ajuda ao judeus. Além disso, por meio delas foi descoberta uma grande amizade que a brasileira desenvolveu com a alemã Margareth Levy (1908-2011).

A amiga Margareth foi uma das principais pessoas que mobilizou para que o título fosse dado a Aracy. Isso porque, para se ter o título é preciso que dois judeus que foram ajudados, escrevam uma carta relatando um depoimento.

Além de Margareth, o alemão Günter Heilborn, que graças aos esforços da brasileiras veio para o Brasil com a esposa usando um visto emitido no consulado de Hamburgo, também deu seu depoimento.

Ainda teve uma terceira carta, escrita por um membro da comunidade na Alemanha, para a pesquisadora. O membro conta que pessoas do seu consulado eram encaminhadas ao consulado onde Aracy trabalhava, sendo uma das mais importantes provas do trabalho realizado pela brasileira no consulado.

Aracy de Carvalho faleceu no dia 28 de fevereiro de 2011, com 102 anos, em São Paulo, no Brasil. A história da brasileira foi contada no livro “Justa: Aracy de Carvalho e o resgate de judeus: Trocando a Alemanha nazista pelo Brasil”, escrita por Mônica Schpun. 

O livro foi adaptado pela série “Passaporte para Liberdade”, produzido pela Rede Globo em parceria com a Sony Pictures Television.

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